O que se passa? Nunca pensei. É só a brincar. Deixa-me em paz! Não é comigo.
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Queremos sensibilizar Pais, Familiares e outros Adultos, para as caraterísticas particulares do bullying no desporto. Este guia é uma ferramenta de combate, avançando com ações práticas de resposta a este fenómeno.

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vitima

Bullying no desporto

A prática desportiva deve basear-se em atividades agradáveis que conduzem ao bem-estar do atleta. A vitimização pode levar à desmotivação e culminar no abandono desportivo.

O desporto não deve ser sentido como uma obrigação.

Muitas vezes os atletas não quebram o silêncio por vergonha, medo de retaliações, ou descrença na capacidade do clube em ajuda-los, considerando a vitimização inevitável.

Também nos momentos de integração num novo grupo - subida de escalão, mudança de clube ou modalidade - a probabilidade de ser vitimizado aumenta.

Como identificar?

  • Mudanças súbitas de comportamento;
  • Irritação, tristeza ou apatia;
  • Súbito desinteresse no clube ou modalidade;
  • Evita contacto com os colegas e amigos do clube;
  • Ansiedade quando chega a hora de ir para o clube;
  • Desculpas para evitar os treinos ou as iniciativas do clube;
Familia

O que fazer?

PARTICIPE: Mostre interesse na vida desportiva do seu filho e faça perguntas. Questione-o sobre o Clube, os treinos, os colegas e o treinador. Pergunte-lhe também se já presenciou algum comportamento de bullying.

OIÇA: Se o seu filho lhe contou que está a ser vítima de bullying, evite irritar-se e ouça sem julgar.

RECOLHA INFORMAÇÃO: Faça um registo pormenorizado sobre a frequência dos episódios, o que aconteceu e onde, quem foram os envolvidos, e qual a reação do seu filho. Tente não fazer juízos de valor e seja preciso.

APOIE: É importante que apoie o seu filho no decorrer deste processo, criando um espaço para que se expresse em segurança. Reafirme ao seu filho que a culpa não é dele, que ser vítima de bullying não é sinal de fraqueza e não deve sentir vergonha.

DISCUTA UMA SOLUÇÃO: Envolva-o na decisão a tomar, respeitando e percebendo as suas preocupações e receios. Discutam o que se está a passar, porquê, e como podem alterar a situação. Esta atitude de envolvimento promove o desenvolvimento pessoal.

MONITORIZE A EVOLUÇÃO: Acompanhe o desenvolvimento da situação reportada e, em caso de agravamento ou sendo intolerável, decida com o seu filho quais a medidas a tomar.

NO CLUBE: Agende uma reunião com o treinador, ou dirigente desportivo, e apresente a informação recolhida (frequência, testemunhas, etc.). Evite acusações, mas seja assertivo. Peça descrição e seja paciente, mas mantenha-se em contacto e acompanhe o desenvolvimento das resoluções decididas. Consulte a política anti-bullying do clube.

PEÇA AJUDA: Por vezes um técnico neutro pode ajudar na mediação com o treinador ou dirigente desportivo, e prestar aconselhamento face a situações específicas.

treinador

Abuso do Treinador

O abuso dos treinadores para com os atletas encontra-se muito presente no desporto, e tende a ser banalizado pelos pais e pelos atletas.
Estes comportamentos têm efeitos devastadores a longo prazo, com consequências no desenvolvimento social e emocional das vítimas.

 

Fatores de Risco

  • Aculturação da mentalidade de “dureza”. Falsos raciocínios frequentemente utilizados para justificar os comportamentos de bullying proveniente de treinadores;
  • O treinador como veículo para o sucesso. Os atletas adotam uma atitude de submissão, e os comportamentos desajustados dos treinadores são ignorados;
  • A idade do treinador, o conhecimento da modalidade e sucessos passados. Um treinador mais velho e veterano na modalidade pode ser percecionado como uma autoridade inquestionável, não lhe sendo contestados os métodos;
  • O género. Risco particular em treinadores do sexo masculino que treinam raparigas, podendo estar presentes o assédio ou abuso sexual;
  • Autoridade legitimada. Ao treinador é dado poder para tomar decisões, compensar e castigar, o que pode refletir-se em formas de abuso sobre os atletas;
  • Proximidade acentuada entre treinador-atleta e maior distância em relação aos pais. Esta proximidade pode resultar num grande controlo por parte do treinador, que conjugado com o distanciamento face aos pais, deixa o atleta isolado.

 

Exemplos de comportamentos de abuso do treinador sobre os atletas são – Gritar, Humilhar e insultar, ameaçar ou agredir fisicamente, assediar ou abusar sexual, e excluir, ignorar ou negar assistência quando necessária.

Apresente queixa sobre os comportamentos de abuso aos responsáveis do clube. Os treinadores devem ser responsabilizados pelas suas condutas desajustadas.

O que fazer?

ESTEJA ATENTO: Observe as práticas do treinador, saiba o que se passa no balneário e preste atenção ao seu comportamento nos jogos;

SEJA OBJETIVO: Mostre o seu desagrado face à conduta do treinador de forma clara, e identifique o comportamento que deve ser corrigido.

CONHEÇA OS REGULAMENTOS: Consulte a política anti-bullying do clube e certifique-se que o treinador e dirigentes desportivos estão abrangido por esse código de conduta;

REPORTE POR ESCRITO: Apresente queixa sobre os comportamentos de abuso aos responsáveis do clube. Os treinadores devem ser responsabilizados pelas suas condutas desajustadas.

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Queremos sensibilizar Treinadores, Responsáveis Desportivos e Técnicos do clube para a necessária atenção ao fenómeno do bullying no desporto.

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Bullying no desporto

A prática desportiva deve basear-se em atividades agradáveis que conduzem ao bem-estar do atleta. A vitimização pode levar à desmotivação e culminar no abandono desportivo.

bullying é transversal a diferentes tipos de modalidades e zonas do país, estando largamente presente na formação desportiva.

Nas interações entre os jovens atletas é comum existirem brincadeiras, que ajudam e desenvolvem o espírito de grupo. Mas  se as piadas são repetidamente centradas nos mesmo atleta, e se esse não mostra sentir-se confortável com essa situação, podemos estar perante uma situação de bullying.

Este fenómeno torna-se mais claro nos casos em que não existe uma ligação de amizade/igualdade entre intervenientes, e estão presentes comportamentos agressivos.

Com os comportamentos de bullying a ocorrem longe do olhar do treinador, é frequente este não perceber o que se está a passar.

Como identificar?

  • Desmotivação repentina pela prática desportiva;
  • Mudanças súbitas de comportamento;
  • Irritação, tristeza ou apatia;
  • Súbito desinteresse no clube ou modalidade;
  • Evita contacto com os colegas e amigos do clube;

 

Com os comportamentos de bullying a ocorrem longe do olhar do treinador, é frequente este não perceber o que se está a passar. E também por vergonha ou medo de retaliações, muitas vítimas não partilham com o clube as agressões que vivenciam.

É importante manter especial atenção aos momentos de subida de escalão, ou quando um atleta muda de clube // modalidade (integrando-se num grupo novo), pois a probabilidade de ser vitimizado aumenta.

O fato de ser mais novo pode também potenciar a vitimização por parte dos atletas mais velhos, e com estatuto social mais elevado.

treinador

O que fazer?

Os treinadores são responsáveis pela criação de um ambiente saudável, propício a um desenvolvimento harmonioso dos atletas. A sua intervenção tem uma forte influência no ambiente do clube, podendo repercutir-se de forma positiva ou negativa. Para além dos pares, os treinadores são a principal fonte de apoio das vítimas e quando a sua atuação é bem orientada, é um fator muito importante na intervenção para diminuir ou cessar a incidência de episódios de bullying no clube.

PROCURE FORMAÇÃO: A formação é essencial para a identificar, prevenir e intervir contra o bullying.

REAVALIE: Toda a equipa do clube – dirigentes desportivos, treinadores ou técnicos – têm um papel ativo na prevenção e controlo destes comportamentos. É importante reunir intervenientes e definir uma política anti-bullying para o clube – monitorização dos espaços e atividades, canais de comunicação internos de denúncia e parâmetros de conduta na resposta a incidentes.

INCLUA PAIS E ATLETAS: As políticas anti-bullying deve ser desenvolvidas também em colaboração com os pais e os atletas do clube.

COMUNIQUE: Os códigos de conduta internos e políticas anti-bullying devem ser comunicadas a toda a equipa do clube e atletas. Os documentos de suporte aos mesmos devem ainda ser acessível a todos.

INCENTIVE: Fale com os seus atletas e encoraje-os a cooperarem entre si.

ESTEJA DISPONÍVEL: Mostre-se acessível para conversar sobre a tema. Reforce a cultura cultura anti-bullying que permite quebrar o silêncio das vítimas.

SEJA DISCRETO: No caso de uma denúncia, tente garantir o anonimato dos intervenientes.

AVALIE e INTERCEDA: Verificando-se uma situação de bullying, clarifique o comportamento em causa e as perceções dos envolvidos. Tome uma posição.

O treinador, enquanto adulto responsável pelas atividades e técnico especializado, tem o dever e a responsabilidade de manter um ambiente educacional e desportivo livre de bullying. A sua intervenção na prevenção destes episódios deve considerar 3 estratégias: – prevenção, monitorização ou intervenção direta com os atletas.

– Prevenção: Como divulgar os códigos de conduta entre atletas, nomear um responsável pela sua segurança, criar assembleias de discussão periódicas, promover a cooperação ou voluntariado.

– Monitorização: Peça o apoio aos capitães de equipa para controlar o que se passa nos balneários, e vigie os espaços com menor visibilidade. Construa uma cultura anti-bullyingque é percebida, defendida e garantida por todos.

– Intervenção direta com os atletas, quer sejam coletivas (em equipa) ou individuais (com a vítima).

(para mais informações sobre cada estratégia consulte o nosso GUIA ANTI-BULLYING PARA TREINADORES)

MONITORIZE: É importante para o clube manter registo destes comportamentos, monitorizar ocorrências e avaliar a eficácia dos procedimentos adotados.

Relembre as vítimas que o problema não está nelas, e que não se devem culpabilizar. Oferaça-lhes apoio, mas dê-lhes tempo para confessarem que estão a ser vitimizadas.

Como agir com…

As vítimas precisam de apoio e confidencialidade. Falar sobre o bullying, o sentimento de confiança num adulto mediador e o apoio dos pares, dão-lhe força para lidar com a situação.

Relembre as vítimas que o problema não está nelas, e que não se devem culpabilizar. Oferaça-lhes apoio, mas dê-lhes tempo para confessarem que estão a ser vitimizadas.

Assegure a vítima que pode confiar em si, e que a vai ajudar, mas não se comprometa ao sigilo.

Mantenha a vítima informada dos procedimentos de resolução decididos, e converse com ela sobre os seus medos ou receios.

Avalie de que forma, e se tem impacto, a mudança de comportamento da vítima, ajudando-as com posições mais adequadas e discutindo alternativas.

 

Os bullies podem ser abordados via confronto, empatia, mudança de comportamento, sanções, registo de comportamento e a monitorização.

O confronto mostra ao bully que o seu comportamento não é tolerado, já a empatia visa educa-lo dos impactos que o seu comportamento exerce sobre as vítimas.

As sanções devem penalizar o bully pela persistência no comportamento, que deve ser registado por escrito, e partilhado internamente com o clube.

 

Os observadores têm um papel fundamental na intervenção face ao bullying. São frequentemente o recurso das vítimas no pedido de apoio, e o seu comportamento face a episódios de bullying pode incentivar ou inibir  os bullies.

É crucial responsabilizar os observadores, e consciencializa-los do seu papel e importância, reforçando que o bullying é um problema de todos e não se restringe às vítimas e agressores.

observador

O que evitar

  • Juntar pais de bullies e vítimas. Faça a mediação da situação ou reencaminhe para um responsável;
  • Encorajar uma vítima a fazer justiça pelas próprias mãos e a agredir o bully no seu próprio jogo;
  • Chamar bullies e vítimas aos atletas, criando rótulos. Deve explicar-se de forma didática;
  • Dizer a um jovem atleta para ignorar o bullying;
  • Sanções que envolvam grandes períodos de isolamento ou que façam com que o bully seja visto como tonto;
  • Resolver tudo sozinho. Reporte o que se está passar ao responsável pela proteção dos jovens atletas e à direção. Em casos de bullying mais graves, procure apoio especializado ou contacte as autoridades.

O abuso dos treinadores para com os atletas tende a ser banalizado, mas estes comportamentos têm efeitos devastadores a longo prazo, com consequências no desenvolvimento social e emocional das vítimas.

Abuso do Treinador

O abuso dos treinadores para com os atletas tende a ser banalizado, mas estes comportamentos têm efeitos devastadores a longo prazo, com consequências no desenvolvimento social e emocional das vítimas.

 

Exemplos de comportamentos de abuso

  • Gritar com os atletas e ofendê-los;
  • Castigar os atletas pelos seus erros relacionados com a aprendizagem da modalidade;
  • Usar o sarcasmo ou outras formas de linguagem insultuosas quando lida com os jovens atletas;
  • Fazer comentários negativos sobre a aparência ou background do jovem atleta;
  • Humilhar um atleta, especialmente se for mais fraco, isolado e/ou vulnerável;
  • Usar gestos ou expressões intimidatórias;
  • Agredir fisicamente os atletas, ou usar qualquer outra forma de contacto físico indesejado;
  • Assediar sexualmente os atletas;
  • Excluir os atletas e ignorá-los, negando a sua participação e envolvimento nas atividades do clube;
  • Negar a assistência necessária;
  • Exigir aos atletas mais do que podem atingir, sem ter em consideração as suas limitações e dificuldades.

A relação entre o sucesso desportivo e a “dureza” dos treinadores não tem base empírica e é altamente questionável.

Pense no seu comportamento

Há uma diferença entre crítica justa e ridicularização. Nem sempre é fácil distingui-las, uma vez que as diferenças são ténues. O limite consiste na existência de um padrão de comportamento baseado no abuso e sentimento de vitimização.

Os comportamentos de abuso do treinador para com os atletas não podem ser justificados e normalizados pelo fato de o clube sempre ter funcionado nestes termos com sucesso desportivo. Estes comportamentos podem ter consequências graves para os atletas, e o sucesso desportivo não justifica o abuso por parte dos treinadores (responsáveis por uma experiência desportiva de qualidade).

A relação entre o sucesso desportivo e a “dureza” dos treinadores não tem base empírica e é altamente questionável, existindo vários casos de atletas bem sucedidos e com relações positivas com os treinadores, em que a comunicação é feita com base no respeito mútuo.

O treinador de formação desportiva, na qualidade de adulto responsável pelas atividades desportivas, tem a obrigação de zelar pelos interesses do atleta acima de tudo. A sua intervenção deve ser pautada por padrões éticos, e contribuir para o desenvolvimento saudável dos atletas.

Mesmo nos caos em que não chega a agredir fisicamente o atleta, ou coloca a sua integridade em risco, comportamentos de abuso como insultar, ignorar ou outros não deixam de ser formas de agressão e não podem ser toleradas.

Fazer pressão para que os atletas adiram a um método de treino agressivo – com recurso a expressões como e “Se não gostas dos meus métodos, podes ir embora” – é inaceitável. Os atletas devem ser respeitados nas suas necessidades, e as suas limitações tidas em conta.

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vitima

Conceito do guia

para Atletas | Agressor

 

O bullying não é brincadeira, e tem um grande impacto negativo nas vítimas. Em situações de brincadeira todos os atletas se divertem e mudam de papeis, enquanto em situações de bullying, só os bullies se divertem e usam o seu poder para atacar as vítimas.

As vítimas sentem-se muitas vezes tristes, isoladas, desamparadas e sem capacidade para dar uma resposta adequada quando se veem envolvidas neste tipo de situações. Sofrem muitas vezes em silêncio e sozinhas, sentindo que não têm ninguém com quem possam partilhar o que sentem e aquilo por que estão a passar.

Sentimentos normais de uma vítima de bullying são a ansiedade, o medo de estar com os colegas, e a decrescente vontade de estar no clube. Em muitos casos acabam mesmo por desistir da modalidade que gostam, ficando com marcas por muitos anos.

 

Além de características pessoais que costumam estar associadas aos bullies, o factor grupo influencia largamente o comportamento destes atletas, que muitas vezes atacam para se sentirem poderosos e ganharem estatuto “entre amigos”. Muitos vezes nem há uma implicação especial com a vítima, mas sim um aproveitamento da sua aparente fragilidade. Mas lembra-te, qualquer um pode ser vítima nalgum momento da sua vida.

Então, e se fosse contigo?

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Estás descontente com a forma como és tratado no teu clube? 
Sentes-te desrespeitado por algum colegas ou elemento da equipa técnica?

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para Atletas | Vítima

Queremos sensibilizar os Atletas – que já sofreram ou testemunharam episódios de bullying – para as caraterísticas particulares deste fenómeno no desporto.

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O bullying pode acontecer em qualquer contexto e a qualquer momento. Está presente no desporto dentro, e fora da escola.

Bullying no Desporto

Todos os atletas têm o direito a ser tratados e respeitados dignidade, independentemente do seu nível de habilidade, estatura física, cor de pele ou outras características pessoais.

O bullying pode acontecer em qualquer contexto e a qualquer momento. Está presente no desporto, dentro e fora da escola.

Exemplos de comportamento de Bullying são:
– gozar, fazer piadas, insultar, ameaçar/intimidar, humilhar, ridicularizar.
– excluir, ignorar, espalhar boatos, roubar ou danificar pertences..
– pontapés, murros, contacto físico não desejado.
– cyberbulling, como difundir vídeos, fotografias ou fazer comentários desagradáveis através de mensagens, emails ou redes sociais.

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Bullying ou Brincadeira?

O limite entre brincadeiras e bullying que não é fácil de identificar, mas se as “piadas” são repetidamente centradas nos mesmo atleta, e esse não gosta da forma como é tratado pelos colegas, então podemos estar perante uma situação de bullying.

Qualquer pessoa pode ser um bully ou uma vítima, mas estes comportamentos não podem ser aceites como normais. O bullying tem solução, e expor estas situações não é sinal de fraqueza ou “queixinhas”, mas sim um importante passo no bem-estar de todos no clube.

Se já assistes a comportamentos de bullying exercidos sobre outro atleta, consulta a nossa página Observador e descobre o que tens a fazer.

Sentes que isto acontece contigo?

DÁ O PRIMEIRO PASSO: É importante perceberes que não és culpado destes episódios, e que devem acabar. Ser vítima de bullying não é sinal de fraqueza ou fragilidade. O problema está no bully e não em ti.

TOMA UMA POSIÇÃO: Regista todos os episódios (quando, onde, quem) e reporta-os a um adulto de confiança (ex. pai, amigo, treinador, outro técnico do clube, etc.).

FALA COM OS TEUS PAIS: Pede-lhes ajuda para reportarem – em conjunto – esta situação ao teu treinador ou clube;

FALA COM OS TEUS COLEGAS: Os outros atletas podem não ter a noção de como te sentes, ou mesmo ter medo de represálias, mas isso não significa que não querem saber ou que não vão ajudar-te.

treinador

Abuso do Treinador

O teu treinador deve ser um adulto de confiança, uma força positiva na tua aprendizagem e prática atlética.

Um comportamento abusivo por parte de um treinador, mesmo que bem-intencionado, não pode ser considerado como normal, e é intolerável.

 

OBRIGAÇÕES DO TREINADOR

É importante saberes que o teu treinador tem o dever e a responsabilidade de:

  • Manter um ambiente livre de comportamentos de abuso;
  • Fazer planos de treino e competição adequados à idade dos atletas;
  • Privilegiar a aprendizagem dos atletas, e não vitórias a todo o custo;
  • Respeitar os atletas e servir de exemplo através de um comportamento exemplar;
  • Tratar os atletas com igualdade.

 

Exemplos de comportamentos de abuso do treinador sobre os atletas são – Gritar, Humilhar e insultar, ameaçar ou agredir fisicamente, assediar ou abusar sexual, e excluir, ignorar ou negar assistência quando necessária.

Fala com os teus Pais e pede-lhes ajuda para resolver deste problema junto do clube.

O que fazer?

NÃO ALINHES: Se aceitares como normais os comportamentos de abuso de um treinador, dificultas que os casos sejam identificados e perpetuas o problema com outras vítima;

TOMA UMA POSIÇÃO: Regista todos os episódios (quando, onde, quem) e reporta-os a um adulto de confiança (ex. pai, amigo ou outro técnico do clube, etc.).

FALA COM OS TEUS PAIS: Pede-lhes ajuda para resolver deste problema junto do clube.

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Guia Anti-Bullying

para Atletas | Observador

Queremos sensibilizar os Atletas – que já sofreram ou testemunharam episódios de bullying – para as caraterísticas particulares deste fenómeno no desporto.

Não és Atleta?
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Sentes que já sofreste com este tipo de comportamentos?
Consulta a nossa página Vítima e descobre o que tens a fazer.

Bullying no Desporto

Todos os atletas têm o direito a ser tratados e respeitados dignidade, independentemente do seu nível de habilidade, estatura física, cor de pele ou outras características pessoais.

O bullying pode acontecer em qualquer contexto e a qualquer momento. Está presente no desporto, dentro e fora da escola.

Exemplos de comportamento de Bullying são:
– gozar, fazer piadas, insultar, ameaçar/intimidar, humilhar, ridicularizar.
– excluir, ignorar, espalhar boatos, roubar ou danificar pertences..
– pontapés, murros, contacto físico não desejado.
– cyberbulling, como difundir vídeos, fotografias ou fazer comentários desagradáveis através de mensagens, emails ou redes sociais.

vitima

Bullying ou Brincadeira?

O limite entre brincadeiras e bullying que não é fácil de identificar, mas se as “piadas” são repetidamente centradas nos mesmo atleta, e esse não gosta da forma como é tratado pelos colegas, então podemos estar perante uma situação de bullying.

Este fenómeno torna-se mais claro nos casos em que não existe uma ligação de amizade/igualdade entre intervenientes, e estão presentes comportamentos agressivos.

Qualquer pessoa pode ser um bully ou uma vítima, mas estes comportamentos não podem ser aceites como normais. O bullying tem solução, e expor estas situações não é sinal de fraqueza ou “queixinhas”, mas sim um importante passo no bem-estar de todos no clube.

observador

Já viste isto acontecer?

Se já presenciaste ou tens conhecimentos de episódios de bullying no teu clube, é importante saberes que estes comportamentos afetam muito os teus colegas, e tens a responsabilidade de ajudar na resolução deste problema.

O teu apoio nestes casos é essencial, e faz toda a diferença. Se sentires que não consegues defender ou ajudar o teu colega –por exemplo dizendo ao bully para parar – reporta esta situação a um adulto (ex. pai, amigo, treinador, outro técnico do clube, etc.).

NÃO ALINHES: Nunca incentives o bully e evita as risadas, mesmo que subtis. O teu comportamento pode piorar (ou melhorar) a situação do teu colega atacado. Tu tens um papel importante.

NÃO IGNORES: Mesmo que não apoies os comportamentos de bullying, o teu silêncio contribui para que esses episódios se repitam.

DEFENDE E APOIA: Com o teu apoio, a vítima pode sentir-se mais segura para lidar com o problema.

TOMA UMA POSIÇÃO: Regista todos os episódios (quando, onde, quem) e reporta-os a um adulto de confiança (ex. pai, amigo, treinador ou outro técnico do clube, etc.). Pede-lhes ajuda para resolver deste problema junto do clube.

treinador

Abuso do Treinador

O teu treinador deve ser um adulto de confiança, uma força positiva na tua aprendizagem e prática atlética.

Um comportamento abusivo por parte de um treinador, mesmo que bem-intencionado, não pode ser considerado como normal, e é intolerável.

 

OBRIGAÇÕES DO TREINADOR

É importante saberes que o teu treinador tem o dever e a responsabilidade de:

  • Manter um ambiente livre de comportamentos de abuso;
  • Fazer planos de treino e competição adequados à idade dos atletas;
  • Privilegiar a aprendizagem dos atletas, e não vitórias a todo o custo;
  • Respeitar os atletas e servir de exemplo através de um comportamento exemplar;
  • Tratar os atletas com igualdade.

 

Exemplos de comportamentos de abuso do treinador sobre os atletas são – Gritar, Humilhar e insultar, ameaçar ou agredir fisicamente, assediar ou abusar sexual, e excluir, ignorar ou negar assistência quando necessária.

Reporta esses episódios a um adulto de confiança.

O que fazer?

NÃO ALINHES: Se aceitares como normais os comportamentos de abuso de um treinador, dificultas que os casos sejam identificados e perpetuas o problema com outras vítima;

TOMA UMA POSIÇÃO: Regista todos os episódios (quando, onde, quem) e reporta-os a um adulto de confiança (ex. pai, amigo ou outro técnico do clube, etc.).